«Portas giratórias»<br>é prática generalizada
Numa pergunta à Comissão Europeia, enviada dia 15, o deputado do PCP Miguel Viegas lembra que um relatório recente da Corporate Europe Observatory (CEO) veio demonstrar que «o fenómeno das portas giratórias representa uma prática generalizada e não constitui nenhuma excepção».
Com efeito, refere o deputado citando o estudo, «cinco dos treze comissários da Comissão Barroso I (2004-2010) e nove dos 26 comissários da Comissão Barroso II (2010-2014) dedicam-se hoje a actividades de natureza privada reconhecidas como conflituantes com a sua condição de ex-comissários. Sobre a comissão Barroso II, a CEO denuncia 98 funções potencialmente conflituantes atribuídas com a autorização expressa da própria Comissão Europeia».
A título de exemplo, o deputado aponta o caso do «ex-comissário responsável pelo comércio directamente envolvido nas negociações do TTIP, hoje membro do conselho de administração da Proximus, empresa que lidera o lobby europeu dos operadores de telecomunicações (ETNO), que por sua vez, foi o mais assíduo defensor do TTIP nas reuniões à porta fechada com a Comissão Europeia».
O documento insta a Comissão Europeia a pronunciar-se sobre a situação e a revelar os critérios usados para determinar a composição actual do comité de ética.